Alopecia Areata

Caracteriza-se por perda brusca e completa de pelos em uma ou mais áreas do couro cabeludo e do corpo (barba, supercílio, tronco, púbis), sem sinais inflamatórios e de atrofia de pele, originando placas sem cabelo, de pele lisa, geralmente circulares, com 1 a 5 cm de diâmetro.

A etiologia é desconhecida, mas tem alguns fatores implicados, como a genética e a participação auto-imune.

Os tratamentos não são definitivos, eles estimulam o folículo a produzir cabelo novamente, e precisam continuar até que a doença desapareça.

Os tratamentos são mais eficazes em casos mais leves. Um dermatologista qualificado saberá diagnosticar a doença e indicar a melhor forma de tratamento, dentre elas temos o uso de corticóides ( através do uso sistêmico , injetável ou tópico), minoxidil tópico e drogas sensibilizantes como difenciprona ou antralina.

Ceratose actínica

Ceratose actínica é uma lesão vermelha e escamosa. Surge com mais frequência no rosto, nas orelhas, nos lábios, no dorso das mãos, no antebraço, nos ombros, no colo, no couro cabeludo de pessoas calvas ou em outras áreas do corpo expostas ao sol.

Inicialmente, as lesões são pequenas, e normalmente é mais fácil reconhecê-las pelo tato, onde conseguimos sentir a lesão áspera. A presença de ceratose actínica indica dano solar, e a lesão pode evoluir para câncer da pele.

O tratamento pode ser realizado através da aplicação de fluoracil, imiquimode, criocirurgia, peelings químicos e terapia fotodinâmica. A proteção solar é a melhor estratégia para evitar a queratose actínica.

Dermatite atópica

A dermatite atópica é uma doença inflamatória que afeta pacientes desde os 4 meses até a idade adulta. Um paciente atópico é muito sensível e pode ter manifestações respiratórias como rinite, bronquite, asma e lesões de pele como a dermatite. A partir dos 4 meses de idade pode surgir como um eritema (avermelhamento) e descamação no rosto, principalmente área das bochechas. Após os 2 anos até a adolescência a dermatite atópica aparece como avermelhamento e coceira nas dobras dos braços e pernas. Após a adolescência pode aparecer como coceira e espessamento da pele em qualquer parte do corpo, como rosto, pescoço, braços e pernas. O tratamento consiste em procurar um médico dermatologista para obter informações sobre fatores que possam desencadear as crises. O tratamento consiste na administração de medicamentos tópicos como esteróides, imunomoduladores e loções hidratantes específicas para cada caso. Medicações orais como anti-histamínicos podem ajudar a melhorar o prurido, antibióticos orais também podem ser prescritos, em caso de infecção. A dermatite atópica é uma doença muito comum e se tratada adequadamente pode ser controlada na maioria das pessoas.

Dermatite de Contato

capaz de causar irritação ou alergia. Existem dois tipos de dermatite de contato: a irritativa e a alérgica. A dermatite irritativa é causada por substâncias ácidas ou alcalinas. Geralmente surge na primeira vez em que entramos em contato com o agente causador e é uma forma que ocorre em um grande número de pessoas. As lesões da pele geralmente são restritas ao local do contato. A dermatite alérgica de contato aparece após repetidas exposições a um produto ou substância. Ela depende de ações do sistema de defesa do organismo, e por esse motivo pode demorar meses a anos para ocorrer, após o contato inicial. Essa forma de dermatite de contato ocorre, em geral, pelo contato com produtos de uso diário e frequente, como perfumes, cremes hidratantes, esmaltes de unha, medicamentos de uso tópico, entre outros. As lesões da pele acometem o local de contato, podendo atingir outros locais à distância. O tratamento consiste no uso de cremes ou pomadas de corticosteróides a fim de reduzir a inflamação da pele. É fundamental seguir atentamente as instruções ao usar esses cremes. O uso excessivo, mesmo dos mais fracos, podem deixar a pele dependente ao produto. O ponto mais relevante do tratamento é não ter contato com as substâncias que desencadeiam a dermatite.

Dermatite seborreica

A dermatite seborreica é uma doença de pele crônica, frequente, não contagiosa, que costuma acometer áreas mais úmidas e gordurosas da pele, como o couro cabeludo, face (principalmente as regiões próximas ao nariz e sobrancelhas) e tronco. Se caracteriza por períodos de melhora e exacerbação. A causa não é totalmente conhecida, e a inflamação pode ter origem genética ou ser desencadeada por agentes externos, como alergias, situações de fadiga ou estresse emocional, tempo frio, excesso de oleosidade. A presença de um fungo, o Pityrosporum ovale, também pode provocar dermatite seborreica. O tratamento precoce das crises é importante, e pode envolver as seguintes medidas: lavagens mais frequentes; interrupção do uso de sprays, pomadas e géis para o cabelo; evitar uso de chapéus ou bonés. A prescrição de shampoos que contenham ácido salicílico, alcatrão, selênio, enxofre, zinco, corticoides e antifúngicos podem ser instituídos, a depender da avaliação do médico dermatologista.

Estrias

As estrias são cicatrizes atróficas que se formam quando há destruição de fibras elásticas e colágenas na pele. Formam-se, normalmente, quando há aumento do volume corpóreo por causa de gravidez, aumento de peso, colocação de prótese mamária, uso de anabolizantes; ou por fatores hormonais como o uso de estrógeno e hormônios adrenocorticais. O uso prolongado de tratamentos com corticoides também podem desencadear estrias. Fatores genéticos também podem estar envolvidos. A eficácia do tratamento irá depender da fase da estria, o local em que ela se encontra e sua espessura. É importante lembrar que não há cura total, mas há significativa melhora em sua aparência. A genética do paciente, etnia, idade e a produção de colágeno individual são fatores que também influenciam no sucesso do tratamento. Além disso, quanto mais cedo iniciar-se o tratamento, maiores as chances de que os resultados sejam positivos. Há vários tipos de tratamento como aplicação de ácidos, peelings, IPCA, lasers, MMP e fraxx. O médico dermatologista é o profissional mais indicado para diagnosticar e prescrever os tratamentos, ele irá avaliar qual o tratamento mais indicado para você.

Foliculite

Consiste em infecção causada por bactérias no folículo piloso e que visualmente se manifesta em forma de bolinhas vermelhas ou com pus, em áreas pilosas. Esta patologia é causada por bactérias que podem surgir normalmente na pele de pessoas predispostas ao problema e pode ser agravada pela contaminação do ambiente (exemplo – toalhas e roupas). Fatores que podem piorar o quadro: Roupas apertadas e abafadas, calor local, intervalo prolongado entre um banho e outro, excesso de oleosidade na pele, deficiência na imunidade O tratamento é feito basicamente com antibióticos tópicos ou por via oral, além das medidas de prevenção como evitar banhos quentes e longos, lavar bem as mãos após contato com poeira (sujeira) e produtos químicos, higienização adequada das roupas e principalmente, usar roupas confortáveis e adequadas à temperatura ambiente.

Hanseníase

A hanseníase, também conhecida como lepra, é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Mycobacterium leprae. A doença é curável, mas se não tratada pode ser preocupante. Hoje, em todo o mundo, o tratamento é oferecido gratuitamente, e há várias campanhas para a erradicação da doença. A transmissão do M. leprae se dá através do contato constante e continuo com o doente não tratado. Apesar de ser uma doença da pele, é transmitida através de goticulas que saem do nariz, ou através da saliva do paciente. Geralmente não há transmissão pelo contato com a pele do paciente. Afeta primordialmente a pele e os nervos periféricos, mas pode afetar também outros órgãos. O período de incubação é prolongado, e pode variar de seis meses a seis anos. O primeiro e principal sintoma é o aparecimento de manchas de cor parda, ou eritematosas, que são pouco visíveis e com limites imprecisos. Nas áreas afetadas pela hanseníase, o paciente apresenta perda de sensibilidade térmica, perda de pêlos e ausência de transpiração. Quando lesiona o nervo da região em que se manifestou a doença, causa dormência e perda de tônus muscular na área. Podem aparecer caroços e/ou inchaços nas partes mais frias do corpo, como orelhas, mãos e cotovelos; e pode haver alteração na musculatura esquelética causando deformidades nos membros. O diagnóstico da hanseníase é feito pelo dermatologista, e envolve a avaliação clínica do paciente, com aplicação de testes de sensibilidade, palpação de nervos, avaliação da força motora, etc. O Tratamento é gratuito e fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Antibióticos são usados para tratar as infecções, mas o tratamento completo é em longo prazo. Nas formas mais brandas (paucibacilar) demora em torno de seis meses, já nas formas mais graves (multibacilar) o tempo é de um ano ou mais. A primeira dose do medicamento já garante que a hanseníase não será transmitida.

Herpes Zoster

No Herpes Zoster a infecção se dá pelo vírus varicela zoster, o mesmo só ocorre em pessoas que já tiveram um contato com o vírus e desenvolveram a catapora. O comprometimento do herpes zoster é bastante grave e em indivíduos idosos chama a atenção de um quadro de imunossupressão. O quadro clínico do herpes zoster é exuberante e inicia com muita dor. Na região dos olhos pode haver pressão, ardência e dor que muitas vezes confunde-se com enxaqueca ou conjuntivite. Aparecem então vesículas seguidas por úlceras com crostas, exsudação e muitas vezes infecção secundária. Os principais objetivos do tratamento são limitar a extensão, duração e gravidade da doença na sua fase aguda e diminuir a incidência da neuralgia pós-herpética, com emprego de analgésicos e drogas antivirais, que devem ser iniciados precocemente. No caso de surgimento de lesão de herpes zoster na região centro facial, acometendo nariz e olhos, deve-se procurar o médico imediatamente, pois pode ser necessária internação para medicação venosa, a fim de evitar complicações como cegueira ou meningite.

Herpes Simples

O herpes é uma doença infecciosa causada pelo vírus herpesvirus hominis. Produz quadro clínico variável que vão de benignos a graves. A infecção pelo Herpes vírus HSV-1 ocorre em 80 a 90% das crianças com menos de 10 anos de idade. Após a infecção primária o vírus permanece em latência nos gânglios dos nervos cranianos e espinhais.Quando reativado por várias causas relacionadas à imunossupressão pode aparecer novamente na pele e mucosa.O vírus pode ser transmitido na ausência de lesões clínicas sem sinal de infecção.A duração da primo infecção é de 2-6 semanas com tendência à cura sem deixar sequelas. Na fase inicial, a presença de vesículas agrupadas pode ajudar no diagnóstico. O tratamento com o uso de antivirais orais deve ser iniciado tão logo comecem os primeiros sintomas, assim o surto deverá ser de menor intensidade e duração; evite furar as vesículas; evite beijar ou falar muito próximo de outras pessoas, principalmente de crianças se a localização for labial; evite relações sexuais se for de localização genital; lave sempre bem as mãos após manipular as feridas, pois o vírus pode ser transmitido para outros locais de seu próprio corpo, especialmente as mucosas oculares, bucal e genital.